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Outline: A opinião em relação a uma faculdade por parte de um estudante é, sempre, subjectiva. Tanto há quem gostecomo quem não goste. O próximo testemunho relata a experiência de uma aluna de Economia da Nova School of Business and Economics ao longo dos 3 anos que passou nesta faculdade!

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Muito se tem lido acerca de alunos descontentes com as suas faculdades…. Uns criticam o seu próprio sistema, outros criticam os seus colegas, enfim…. Mas será que no meio de faculdades tão “terríveis” não há ninguém satisfeito?! Claro que sim! Eu sou um desses casos e decidi escrever este artigo para partilhar convosco a minha experiência na Nova Sbe.

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Como tudo começou

Há quatro anos atrás com o 12º ano a chegar ao fim a entrada para a faculdade era algo cada vez mais presente e a decisão em que alguma vez mais pensei e ponderei em toda a minha vida – Ou não era  aquele era o momento chave para decidir o meu futuro. Quando entrei no secundário ir para o ISCTE é que era fixe… Diziam que tinha as melhores festas e as pessoas mais porreiras, já para os meus pais não havia melhor escolha que a Católica: uma faculdade privada mas com um prestígio capaz de me conduzir a uma carreira de sucesso. E a Nova? Bem a Nova era a faculdade dos “nerds”, aquela em que os alunos tinham os seus apontamentos correctos e de acordo com as aulas e os apontamentos para emprestar. Sim leste bem, os apontamentos para emprestar! É estranho? Muito estranho…Vamos lá entrar no raciocínio: se eu te der os meus apontamentos correctos e de acordo com as aulas tu podes vir a tirar uma nota tão boa ou melhor que a minha, por isso achas que eu te ia empresta-los?! Obviamente que não…Meu amigo na faculdade é o “vale tudo”.

Dada toda esta boa reputação a Nova era sem dúvida uma hipótese a não considerar. Com o tempo fui recolhendo mais informações e lá me iam dizendo: “Não querida, isso já não é bem assim! As coisas estão diferentes e ninguém dá apontamentos errados”. Outros até referiam “Sara a Nova é difícil mas há tempo para tudo, é só saber coordenar…. E a Nova SU até organiza umas festas giras”.  Como sou muito curiosa, lá convenci os meus amigos do colégio a vir ver a Nova: a primeira vez foi nas férias de Natal (boa altura para ver corredores vazios e pobres criaturas a estudar na biblioteca enquanto a maioria das pessoas passa o tempo nas compras e a passear na Baixa!!) e a segunda no Open Day, esta já mais inteligente e esclarecedora.

 

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Relacionado: relato de um estudante asiático que estudou na Católica-Lisbon School of Business and Economics!

 

A decisão e o início de uma etapa

Bem, depois de muito questionar lá comecei a ver que a Nova era mesmo uma boa opção: uma faculdade pública altamente reconhecida, presente nos rankings mais importantes das áreas de Economia e Gestão e um ambiente que afinal não era nenhum inferno. Durante o 12º ano esforcei-me e trabalhei para no fim ter o que tanto queria: o meu lugar na Nova. Parece que foi ontem e já se passaram 4 aninhos que entrei pela primeira vez como aluna oficial da Nova na maldita porta verde que todos os dias me obrigava a comer um bife de manhã só para a abrir.

Logo no primeiro dia o boato do “ah e tal ninguém te ajuda” caiu por terra: no primeiro dia é sempre alocado um tutor a cada novo aluno que tem a missão de o ajudar na fase da integração e durante a sua vida académica… É a missão não quer dizer que todos façam, mas o meu fez! Tive sorte?! Não sei… Talvez. A verdade é que logo desde início tive uma pessoa que “já conhecia os cantos à casa” e que me ajudava no que precisava. Assim foi até ao fim do meu curso, o meu tutor funcionou como um género de Uduni pois era ele que me dava informações sobre as cadeiras. Depois com as praxes, em que sempre fiz questão em participar, lá ganhei um padrinho que também me dava uns conselhos. Aparentemente não via ali nenhum tipo de individualismo, antes pelo contrário. Quanto aos colegas jamais posso dizer que recebi um apontamento errado e acreditem que eu era daquelas pessoas que na maioria das aulas das 8h/9.30h ficava no aconchego da minha caminha, por isso recorri muito a este método para ter acesso às aulas que eram trocadas por umas belas horas de sono.

 

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A família da Nova

E os amigos? E as festas? Quanto a amigos posso dizer que tudo começou no ISCTE. Antes de vir para a Nova tive uma breve passagem pelo ISCTE e, posteriormente, na 2ª fase lá entrei na faculdade que queria (maldito exame de matemática!!). Foi no ISCTE que conheci duas das pessoas com quem partilhei mais tempo da minha licenciatura. As três queríamos vir para a Nova e assim aconteceu. Para além destas duas amigas tinha a minha melhor amiga que tinha vindo comigo do colégio. Como não sou uma pessoa propriamente envergonhada fui conhecendo pessoas novas, muitos que acabaram por ficar amigos, outros que adquiriram o estatuto de “amigos das festas”, “amigos do bom dia” ou “semi-amigos”, ou seja aqueles que eram suficientemente teus amigos para ires ao pátio falar sobre a injustiça que foi a correcção do teste da cadeira x, do que tinhas comprado para oferecer à tua prima pelo aniversário, mas que não eram suficientemente próximos para contares pormenores da tua vida, por fim ainda existiam aqueles com quem trocava dois dedos de conversa nas aulas quando estas estavam a ser uma seca ou quando não estava aperceber patavina do que o professor escrevia e tinha que recorrer a ajuda alheia.

A Nova é como uma aldeia…. Tudo se conhece! Na Nova sentia-me em casa: tinha sempre o “Bom dia Miss Bombarral”  do nosso querido Sr. Pimenta, um segurança que deixou a Nova recentemente e que faz parte da sua história, que aproveitava cada segundo para brincar com o facto de eu viver no Bombarral (o senhor Pimenta conhecia quase toda a gente se não mesmo toda a gente!!) , tinha sempre o “Diz lá o que vai ser hoje meu amor’zinho querido fofinho, bombom’zinho, princesinha mais linda” da Dona Lai cada vez que ia ao Bar da AE, os ralhetes da Luísa da Associação de Estudantes quando lhe chamava “Dona Luísa” e a atenção e carinho das senhoras do Gabinete de Licenciaturas que já me tratavam pelo nome.

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Quanto às festas, bem dizem que as do ISCTE são o top do top, mas quem é que faz a festa? Não somos nós? Ora lá está! Era tão giro ir sair com os meus amigos e estarem todas as caras tão familiares do dia-a-dia da Nova no mesmo jantar, de irmos todos juntos ao Urban e de partilharmos momentos tão característicos de uma faculdade como as famosas Galas em que as raparigas planeavam rigorosamente o “look” (direitos de autor reservados à minha amiga Inês) dessa noite com 3 semanas de antecedência ou o traçar da capa aos caloiros em que enquanto caloiros experimentamos pela primeira vez o orgulho que é trajar e enquanto trajados o orgulho que é ver os nossos “discípulos” tornarem-se também eles um de nós.

Uma chatice (…ou não!!) chamada estudo

Mas não é só de festa que se faz a Nova, também se faz de muito estudo (quase sempre!!) e esse pode ser mais agradável se tiveres um parceiro ou parceiros à altura. Durante a minha licenciatura dois dos meus melhores amigos eram os meus “buddies do study”. Aqueles com quem o estudo era produtivo e ao mesmo tempo animado, mais uma vez não havia cá nada de apontamentos errados. Partilhávamos tudo o que tínhamos… Aliás até existia um grupo no facebook onde todos colocávamos apontamentos/exames passados e esclarecíamos dúvidas uns aos outros.

 Sara+Gonçalo

Relacionado: relato de um outro estudante europeu que estuda na Nova School of Business And Economics!

 

Sistema de ensino

Era impossível falar da Nova sem falar do sistema de ensino. Quando dizem que a Nova é difícil aí acredita, porque não estão de todo a mentir-te. Na Nova há 14’s que sabem a 20, 10’s/11’s que são uma vitória completa, mas também 16 que se tiram com um dia de estudo. E porque há pontos que não podemos deixar de referir, não nos podemos esquecer que a grande maioria dos professores da Nova está sempre disponível para ajudar os seus alunos: marcam atendimentos para esclarecer as dúvidas e ainda as esclarecem também por email. Na grande parte das cadeiras (se não mesmo em todas!) é disponibilizado material que serve como objecto de estudo, sejam slides, cadernos de exercícios, exames de anos anteriores e muitas vezes também soluções, por isso apesar de existir exigência também existe muito apoio. Da minha experiência posso dizer que tive maus professores, bons professores e excelentes professores na Nova. Claro que nem tudo é perfeito e que alguns deles têm muitas falhas, mas normalmente se o regente é um professor mais fraco, o assistente é bom e a balança consegue ficar equilibrada.

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Para além disso quando dizem que na faculdade os professores não sabem o teu nome, não acredites porque não é de todo regra. Claro que eles não sabem o nome de 300 alunos, mas conseguem decorar o nome de alguns (aqueles que lhes chateiam mais a cabeça com dúvidas, normalmente). Hoje em dia quando passo nos corredores da Nova há certos professores que se lembram de mim e que fazem questão de tratar por Sara e não somente com um “Olá”. Quanto a grandes falhas, neste campo tenho apenas a salientar o facto de a licenciatura em Economia ter mais cadeiras de micro que de macro, sendo esta última um ramo de primordial importância para qualquer economista. Foi com alguma pena (e revolta por ser uma “macro lover”!!) que fiz mil e uma micros e meia dúzia de macros, mas como se costuma dizer: “É a vida!”.

Para finalizar…

Em suma, na Nova vivi os melhores anos da minha vida. A vinda para a faculdade mudou tudo: nova cidade que apesar de bastante familiar era diferente, nova casa (viver sozinha sabe bem até ao dia em que já não tens mais pares de calças lavadas nem sopa no frigorífico), novos amigos e novas rotinas. Com a Nova cresci não só intelectual e cientificamente, mas também como pessoa. Conheci pessoas fantásticas, pessoas vindas de todos os cantos do país e do mundo e fiz amigos. Uns que hoje se mantêm ao meu lado e com os quais sei que posso sempre contar e outros que ficaram pelo caminho, porque assim tinha que ser. Até Setembro não estarei na Nova, mas é bom estar afastada e receber mensagens a dizer: “Sarinha já tenho saudades de te ver pela Nova. Quando voltas?”, pois significa que não foi só a Nova que marcou a diferença na minha vida, mas que eu também marquei a diferença na rotina da Nova.

Foi um prazer realizar a minha licenciatura nesta universidade, mas é um prazer ainda maior realizar o mestrado também. Espero que este meu “testemunho” tenha ajudado todos aqueles que estão a ponderar escolher a Nova, garanto-te que se a escolheres não te vais arrepender. Até Setembro!

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  1. Obrigada por este testemunho. Era o que eu precisava de ouvir para ficar mais tranquila com a minha decisão! 🙂

  2. Que mundo maravilha na Nova, claramente depois de seguir as recentes publicações desta página nada tendenciosa , sei que a NOVA é o lugar para mim. Este texto mais lindo da nova é inspirador. Obrigado por partilharem.

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