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Outline: A opinião em relação a uma faculdade por parte de um estudante é, sempre, subjectiva. Tanto há quem goste, como quem não goste. O próximo testemunho relata a experiência de um aluno de MEMec (Mestrado Integrado em Engenharia Mecância) do IST ao longo dos 3 anos que passou nesta faculdade!

Como é ser aluno no Técnico?

Muitas pessoas já me perguntaram isso, e por muito que ainda não tenha chegado ainda ao Mestrado, penso que posso partilhar um pouco da minha experiência em geral. Estou neste momento no Mestrado Integrado em Engenharia Mecânica, a tentar acabar a licenciatura.

Chegar ao Técnico pode parecer um pouco intimidante ao início, mas qualquer pessoa com o mínimo de capacidades de comunicação não irá encontrar dificuldades de adaptação. Digo isto porque se há uma coisa que os alunos do Técnico são bons, é na partilha de informação e na entreajuda, e tudo começa nas praxes.

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As Praxes

Um dos factores de maior incerteza de um aluno acabado de vir do Secundário é relativa às praxes. No meu ano de caloiro tive que faltar a algumas, mas fui a todas as que não coincidiam com aulas. Ir às praxes foi, na minha opinião, uma das decisões mais importantes que tomei (e de forma completamente natural) no meu ano de entrada. E não foi por causa daquela mania que alguns universitários têm de que a praxe é uma espécie de religião, ou algo do género. No Técnico, a praxe serve acima de tudo para integração. Ok, tive de fazer flexões, transpirar, andar em despiques entre cursos… Mas nada disso senti que tenha sido por obrigação. Aliás, a praxe serviu para eu conhecer o que são hoje dos meus melhores amigos do curso, para conhecer alunos mais velhos aos quais hoje posso pedir ajuda sempre que preciso, mas acima de tudo, para receber conselhos sobre como o Técnico realmente funciona.

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O Técnico

E como é que o Técnico funciona? Bem, desengane-se qualquer pessoa que, por ter tido uma enorme média de Secundário pense que vai ter a vida mais fácil aqui. Aqui, somos apenas mais um no meio de muitos. E provavelmente esse é um factor que vai decidir se a adaptação de cada pessoa será fácil, difícil, ou mesmo impossível. Porque no Técnico, a exigência é mesmo muito alta. A matéria é muita, e o tempo é pouco. Aliás, penso que essa é uma das definições de Ensino Universitário. O facilitismo ficou mesmo para trás, e é por isso que normalmente quem estava habituado a ter boas notas sem um verdadeiro método ou hábito de estudo tem mais problemas que quem entra com média mais baixa acaba por tirar notas melhores (eu enquadrei-me no primeiro, infelizmente, e tive mesmo que me mentalizar a mudar de abordagem).

IST MEMec

Os primeiros anos dos vários cursos de engenharia são muito semelhantes entre si, mas o programa de Mecânica está a necessitar de alguns ajustes. Refiro-me nomeadamente a duas cadeiras em especial: Probabilidade e Estatística, e Gestão. Em relação a PE, não se aprende nada que sirva para o futuro. Não se aprendem a calcular probabilidades ou analisar uma determinada situação, mas sim a ir a um formulário tirar uma fórmula adequada ao caso em estudo, aplicar e resolver o exercício. Quando a Gestão, é uma cadeira dos primeiros anos do curso, em vez de ser de Mestrado, o que implica que não se possa ter contacto com a realidade de uma empresa, e em vez disso se fale sobre termos gerais e que não têm ligação directa com a actualidade. Por isso, porque não mudar o programa da cadeira e esta passar a ser tida mais tarde? Este é um exemplo do que, na minha opinião se deveria mudar no programa do curso e que, no fundo, não nos prepara em nada para o futuro a nível profissional. No entanto, penso que até agora já foi possível ter contacto com várias realidades diferentes, e serve para nos abrir os olhos em relação às inúmeras possibilidades que o curso engloba em termos de futuro. A média para tirar o curso é de 8,8 anos. É muito alta. Mas isso também significa que por cada tipo que cá ande a engonhar 10 ou 11 anos, há alguém que acaba o curso em 5 ou 6. E há mesmo muita gente que parece que vem para o Técnico passear…

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Os Professores

Em relação aos professores, não tenho grandes razões de queixa. Já tive bons professores e maus professores. Tive professores que se esforçavam até para manter uma amizade com os alunos fora das aulas (inclusivé pelo Facebook). Não são nenhuns monstros, e tal como em qualquer outra universidade, depende da sorte. No entanto, já apanhei alguns casos em que, apesar de terem dito que uma matéria não saía num teste, e esta acabou por sair. Exigência não é o mesmo que mentir, ou querer lixar os alunos, e nesses casos paira sempre no ar a ideia de que “se não queres estar aqui, ninguém te obriga”. De qualquer forma, apesar de algumas vezes haver uma sensação de injustiça, não posso dizer que seja algo de muito significativo, porque depende mais da preparação e força de vontade de cada um.

 

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Os Colegas

Uma das coisas que mais noto no Técnico (ao contrário do que esperava) é a facilidade que tive em fazer amizades e conhecer pessoas, havendo uma partilha de informação constante e um espírito de entreajuda, o que se tem demonstrado essencial para ter sucesso e fazer cadeiras. Afinal, estamos todos aqui para o mesmo, e este sentimento está presente em practicamente todo o lado, desde as aulas até fora delas.

As Cantinas

Existem várias cantinas espalhadas pelo Técnico, e cada uma funciona de maneira diferente. A mais frequentada (e barata) é conhecida como a Cantina do Social, e esta sofreu várias mudanças desde que frequento o curso. Quando entrei, a comida não tinha mesmo nada boa qualidade, e depois de várias queixas, a empresa que tomava conta da cantina mudou, e a qualidade dos almoços e jantares subiu imenso, pelo que agora vale a pena comer lá, e o preço de 2,5 euros por refeição não é nada descabido.

Salas de estudo

Existem salas de estudo em todos os pavilhões, tal como bibliotecas, e algumas funcionam 24 horas por dia, pelo que não há falta de locais de estudo. Em alturas de mais aperto, é obvío que ficam mais cheias, e o ar fica com dificuldade em circular, mas nada que não seja expectável ou suportável.

Comentários finais

Já cá estou há mais de 3 anos, e depois deste tempo, não me arrependo da minha escolha. Tem dado uma trabalheira enorme, mas há muita coisa positiva. Os amigos, o ambiente, e os professores em geral, tem valido a pena. Cheguei a ter aulas com um professor que esteve perto de ganhar o Nobel da Física, já tive aulas com um dos pioneiros a nível mundial em termos de propulsão a plasma, entre outros. A verdade é que o Técnico tem muita coisa mal, e muita coisa a melhorar, nomeadamente no facto de algumas cadeiras serem mal leccionadas e as mudanças demorarem a acontecer. O Técnico não é para todos, e prova disso é a elevada percentagem de desistências logo no 1º ano, mas com força de vontade não é impossível. Exige, isso sim, muito e muito trabalho. Sempre que vem gente de fora aos seminários, todos elogiam os alunos que saem do Técnico, e no estrangeiro, é uma “marca” valorizada. Veremos então se quando chegar a minha vez também terei a sorte de encontrar um bom emprego, para que todo este trabalho tenha valido a pena.

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  1. Vocês são é todos merda

  2. António Mendonça, claramente nunca esteve no IST visto que o seu comentário reflete uma total ignorância sobre a vivência e a aprendizagem que a instituição proporciona, alias por algum motivo é considerada a melhor faculdade de Engenharia do pais.
    Desprezo assim o seu comentário infantil, e espero que um dia decida voltar a estudar para saber dar uma opinião estruturada e inteligente.

  3. Estes 2 comentários acima são muito tristes. Vocês são muito tristes.
    Não concordo com a maneira como ele abordou algumas coisas, mas no fundo, está lá.
    Nem 1 dia me arrependo de me ter candidatado só para o técnico.

  4. Texto de um menino da mamã. Não sei como fui publicado. Essa história do não serve para o futuro já os meninos a dizem aquando o estudo da matemática. Praxes momento de integração? Só para mentacaptos sociais. Bem.. Nada de este texto reflete a realidade. E o técnico é merda..

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