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O tema da mobilidade nas cidades tem estado muito em voga nos últimos anos, entre avanços tecnológicos na área e a crescente necessidade de proteger o ambiente. Se planeias fazer Erasmus, deves querer saber quais são as cidades que estão melhor adaptadas à mobilidade em bicicleta, daí termos compilado esta lista de cidades estudantis favoritas para andar de bicicleta em todo o mundo. Andando de bicicleta, a tua forma física melhora bem como os teus níveis de stress, ao mesmo tempo que poupas dinheiro, tempo e ajuda-te a ser amigo do ambiente!

Copenhaga

andando de bicicleta

Sem surpresas Copenhaga está no topo da nossa lista. A cidade que sempre foi muito falada pelas suas ciclovias e pela enorme quantidade de bicicletas nas estradas contém 5,2 bicicletas por cada carro na cidade! Não é surpresa nenhuma que a capital da Dinamarca esteja no topo do Copenhagenize Index para cidades amigas de bicicletas em 2015. Não é de forma alguma uma nova descoberta – a cultura de bicicletas da cidade é tão antiga como a própria bicicleta, os seus habitantes usam a bicicleta como meio de transporte desde 1880. Com mais de 390kms de ciclovias, não é de admirar que Copenhaga fosse conhecida como a cidade das bicicletas.

O que há de especial neste paraíso de bicicletas é que os dinamarqueses estão sempre à procura de novas maneiras de melhorar a sua rede de ciclismo, e estão sempre a investir na infraestrutura da cidade. Construíram pontes sobre autoestradas e canais, e têm mais melhorias a caminho. Para não mencionar a famosa Cykelslangen (Caminho da Cobra) – uma rampa laranja de 235m que finalmente possibilitou a passagem sobre o porto.

Para garantires uma bicicleta em Copenhaga vai a GlobalStudent, o serviço de aluguer de bicicletas mais barato da cidade. A melhor parte? Os estudantes de Erasmus podem até alugar bicicletas ao semestre!

 

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Amesterdão

andando de bicicleta

Ostentando mais de 800.000 bicicletas, a capital da Holanda tem mais bicicletas do que pessoas. Com 390kms de ciclovias e pouco espaço para carros no centro da cidade, andar de bicicleta em Amesterdão não é apenas um hobby, é a melhor maneira de se deslocar de um ponto para outro. Talvez por isso as fiets (bicicletas em holandês) e os pedestres têm prioridade nas ruas das cidades.

Os habitantes locais que dependem destas ruas para as suas vidas diárias ficam frustrados com os turistas que não sabem das regras, por isso se por acaso vais estudar em Amesterdão e estás interessado em andar de bicicleta, certifica-te de que estás bem informado das regras de circulação nesta cidade, formais e informais.

Exemplos do que não fazer incluem passar sinais vermelhos, usar o telemóvel enquanto estás a andar de bicicleta ou andar lado a lado de bicicleta com mais que uma pessoa. O que deves fazer é geralmente andar no lado direito, andar em fila única e fazer sinal quando mudas de direção.

Também existe um ótimo programa para estudantes ciclistas em Amesterdão, chamado de Student-Bike. Sendo um estudante universitário na cidade ou arredores, que goste de andar de bicicleta e que tenha um smartphone, a Student-Bike providencia uma bicicleta completamente gratuita, com serviço de reparações grátis no caso de algo correr mal.

Cambridge

andando de bicicleta

Em Cambridge, o ciclismo é responsável por um quinto de todas as viagens realizadas. Não é uma das cidades mais conhecidas pelas suas bicicletas mas entra ainda assim no top 3 da nossa lista.

Como os estacionamentos automóveis para estudantes são poucos existem mais de 6200 espaços de estacionamento para bicicletas disponíveis, não é preciso pensar muito para descobrir porque existem tantos alunos em Cambridge que andam de duas rodas. Se te sentes competitivo durante o teu tempo a estudar na cidade, podes ainda juntar-te ao Clube de ciclismo da Universidade de Cambridge – esta sociedade estudantil aceita ciclistas de diversas capacidade que estejam interessados neste veículo.

Infelizmente, a única desvantagem de andar de bicicleta em Cambridge é a quantidade de roubos de bicicletas que ocorrem – mais de 2000 bicicletas foram roubadas entre 2014-2015. Nada que desencoraje os utilizadores de bicicletas desta cidade. Pelo menos não depois de investirem num bom cadeado.

 

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Barcelona

andando de bicicleta

Há menos de 10 anos atrás, Barcelona não era uma cidade amiga dos ciclistas. A mistura de estradas urbanas largas em Eixample e dos estreitos e muito movimentados passeios na Ciutat Vella, provocava o caos para as bicicletas. Voltando a 2016, Barcelona voltou agora a apostar na bicicleta. Não só tem uma das zonas, para andar a 30km/h, mais extensivas do mundo, como também possui um dos programas de partilha de bicicletas mais usado no mundo. Bicing, lançado em 2007, tem agora mais de 96.000 utilizadores!

Como 80% da cidade é virtualmente plana, andar de bicicleta no centro desta cidade faz bastante sentido em Barcelona. Não existe descontos de estudantes para usar bicicletas, mas custa cerca de 47€ para uma adesão anual ao programa Bicing. Com mais de 420 pontos de paragem à escolha e um clima bastante agradável todo o ano fazes com que o dinheiro despendido valha facilmente a pena enquanto vais para as aulas ao longo das ruas desta cidade.

Algo a ter em conta em Barcelona é não violar as leis de ciclismo – se o fizeres, podes levar uma multa pesada da Guárdia Urbana, entre os 100€ e os 1000€.

Minneapolis

andando de bicicleta

Quando imaginas andar de bicicleta nos EUA, provavelmente pensas em banhistas de biquíni ao longo da costa da Califórnia ou da Flórida e não numa cidade cuja temperatura flutua entre os −9.1°C em Janeiro e os 23.2oC em Julho.

Mas no que toca às deslocações na cidade, os habitantes de Minneapolis não deixam que o tempo os afete. É por isso que Minneapolis, no Copenhagenize Index, ficou em 18o lugar e é a única cidade americana a aparecer nesta lista em 2015. A cidade tem 189km de ciclovias nas ruas, e 147km de caminhos fora das ruas, sendo uma das cidades mais aptas para o ciclismo na América do Norte.

Os biciclistas não usam as ruas de Minneapolis apenas para motivos recreativos. É um estilo de vida, para não mencionar que por vezes é a forma mais rápida de deslocação! Os estudantes das 11 universidades da cidade evitam o trânsito no seu trajeto matinal, utilizando os caminhos para bicicletas fora das ruas e a Cedar Lake Trail, que foi a primeira ciclovia nos EUA.

Se não estás habituado a andar de bicicleta em condições de inverno, existe ajuda à disposição! The Hub, o único programa de partilha de bicicletas da cidade, tem imensos conselhos para te manteres seguro na neve (Sim é possível andar de bicicleta na neve!). Noutra estreia para os EUA, Minneapolis foi a cidade anfitriã do Congresso de Ciclismo em 2016, um evento de dois dias que celebra a diversidade do ciclismo e as melhores práticas de diferentes comunidades internacionais de ciclismo.

Nantes

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Para além de ter sido a anfitriã da Conferência Velo-City em 2015, foi também nomeada em 2013, a Cidade Europeia Verde. A cidade francesa orgulha-se dos seus 485km de caminhos para bicicletas e dos 6500 apoios de bicicletas, tornando-se noutro grande centro europeu de ciclismo.

Desde a sua inauguração em 2008, o sistema de partilha de bicicletas de Nantes, Bicloo, tem ido de vento em popa. Agora, com cerca de 880 bicicletas cinzentas e laranjas disponíveis, e mais de 4000 bicicletas alugadas diariamente, Bicloo, providencia um dos meios de deslocação mais populares desta cidade francesa. E ainda há mais, uma subscrição anual custa apenas 29€!

Como cidade universitária com mais de 53.000 estudantes, Nantes tem também um programa para estudantes ciclistas, chamado Vélocampus. Este serviço providencia um aluguer de bicicletas muito económico para curto prazo (ao semestre) ou para longo prazo (por cada ano académico). E se acontecer algum problema com a tua bicicleta, ou se simplesmente quiseres aprender a consertar um furo, a Vélocampus, promove a vélonomie (uma nova palavra francesa que significa bicicleta autónoma) ao longo de workshops práticos. Até podes optar por ser voluntário na Vélocampus e fazer parte da equipa que organiza passeios de grupo, viagens de verão e outros eventos. Ooh lá lá.

 

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Brighton

andando de bicicleta

Brighton está certamente no bom caminho no que toca a fazer a sua parte pelo ambiente. Em 2014, a Estação de Brighton abriu o novo centro de ciclismo com um custo de 1.5 milhões de libras, providenciando um espaço seguro para 500 bicicletas que viajam habitualmente. Apesar das suas muitas ingremes colinas, há mais estudantes do que nunca a usar bicicletas em Brighton como principal meio de transporte.

Isto porque existe um caminho de bicicletas que percorre a cidade desde o centro às universidades de Brighton e de Sussex, tornando a viagem para as aulas conveniente e segura. Mas se não te sentes confiante o suficiente para andar pelas ruas de Brighton, podes-te inscrever gratuitamente nas aulas de ciclismo e treino de manutenção para adultos, oferecido pela Câmara Municipal de Brighton como parte da sua iniciativa de ciclismo.

Se já sabes como andar de bicicleta pela cidade, mas não tens as ferramentas para arranjar a tua bicicleta, Brighton pode resolver os teus problemas. Com os workshops dados por voluntários, como Cranks em St. James Street e Freewheelers na Universidade de Sussex, podes usar as ferramentas que necessitares (gratuitamente!) de maneira a que a tua bicicleta esteja a trabalhar impecávelmente.

Brighton é conhecida por ser um destino um pouco hippie, por isso é não é de admirar que seja anfitriã do passeio anual de ciclismo nudista do mundo! Embora a nudez total seja permitida no passeio, não é obrigatório tirar a roupa toda para participar neste evento, destinado a demonstrar a vulnerabilidade dos ciclistas nas estradas cheias de automóveis no mundo. Parece divertido não?

Montreal

andando de bicicleta

Com as pistas para bicicletas que apareceram pela primeira vez na cidade em 1985, e o aumento cada vez mais significativo de ciclistas, não é de admirar que Montreal tenha sido constantemente classificada como uma das cidades mais amigas do ciclismo do mundo nos últimos 10 anos. A maior parte é devido aos 350km de pistas, trilhas e caminhos de bicicleta, e também devido à inauguração do sistema de aluguer de bicicletas da cidade, o Bixi, que ostenta cerca de 5.000 bicicletas para uso público. O sistema Bixi é, em termos canadianos, barato (87$ ao ano), fácil de usar e está disponível 24 horas por dia. O único senão deste sistema é que só está disponível para 3 das quatros estações canadianas, sendo que as bicicletas Bixi, são removidas de circulação no duro Inverno canadiano, entre Novembro e Abril.

Em 2014, o questionário Vélo Québec estimou que a cerca de metade da população adulta da cidade anda de bicicleta pelo menos uma vez por semana. Tal como muitas outras cidades universitárias, a próspera comunidade de ciclismo de Montreal é suportada pelas numerosas oficinas de voluntários que te arranjam a bicicleta de borla e que surgiram por toda a cidade. Se queres aprender a fazer manutenção e habilidades de ciclismo em Montreal, vai ao The Flat Bike Collective, na Universidade McGill ou aos workshops na Universidade de Montreal, onde te podes inscrever em aulas desde reparação de furos a técnicas de ciclismo no inverno.

Ciclismo tornou-se tão popular na cidade, que no ano passado, um estudo feito na Universidade McGill afirmou que os ciclistas de Montreal podem ser classificados numa de quatro categorias. Sendo um ciclista dedicado ou um amigo do ambiente, Montreal é o sitio ideal para pedalar.

 

Christchurch

andando de bicicleta

Desde o terramoto devastador em 2011, muitos habitantes da Nova Zelândia começaram a andar de bicicleta de forma a ser mais eficiente a deslocação na cidade. Na realidade, há mais pessoas em Christchurch a usar bicicletas que em qualquer outra cidade da Nova Zelândia. E com o campus da Universidade de Canterbury numa localização muito conveniente (a poucos minutos de distância a pedal da maior parte da cidade), não há razão para não te juntares a esta tendência ciclista.

Também não existe falta de iniciativas de ciclismo na cidade, tal como o Go By Bike Day, que ocorre no dia 10 de Fevereiro, ou os muitos passeios programados por Frocks On Bikes, uma iniciativa feminina que tem por objetivo levar as mulheres ciclistas às estradas de Christchurch.

Para além disso, se estás a estudar em Christchurch, podes construir ou arranjar uma bicicleta em segunda-mão no atRAD Bikes. Se não tens a tua própria bicicleta, podes arranjar uma na Spark Bikes, e os primeiros 30 minutos da tua viagem são gratuitos.

 

Melbourne

andando de bicicleta

Melbourne tem sido aclamada como a capital do ciclismo da Austrália, e isso foi confirmado em 2011, quando a capital de Victoria ganhou a categoria de primeira “bike city” do país (e segunda do mundo). Este reconhecimento ajudou a impulsionar a reputação da cidade como paraíso do ciclismo mas ainda tem algum caminho a percorrer.

Caso escolhas andar com a tua própria bicicleta ou usando a Melbourne Bike Sharecycles, este é um meio de transporte da cidade cuja popularidade está a aumentar, especialmente na comunidade estudantil. A Universidade de Melbourne é a casa da Unibicycles – um espaço para serviços relacionados com ciclismo dentro do campus – e do Clube de Ciclismo da Universidade de Melbourne. A própria universidade construiu 2.100 espaços de estacionamento para bicicletas incluindo cerca de 300 em sítios com segurança. Esses centros são gratuitos para estudantes e funcionários da universidade, apenas precisas de te registares com antecedência.

Embora andar de bicicleta em Melbourne não seja ainda uma arte aperfeiçoada, a introdução de capacetes gratuitos (é a lei em Melbourne) para a partilha de bicicletas de Melbourne, significa que os ciclistas estarão mais seguros nas estradas da cidade. No ano passado, uma colaboração entre The Squeaky Wheel e Bike Spot teve como objetivo a investigação do risco percetivo de andar de bicicleta em Melbourne para que a cidade fique ao mesmo nível dos destinos de topo para o ciclismo. Se não estás 100% convencido a andar de bicicleta em Melbourne, podes sempre ir a uma aula de treino no The Squeaky Wheel.

Como se pode ver na lista as cidades mais amigas do ambiente ainda são no Norte da Europa mas a pouco e pouco este tipo de mobilidade está-se a espalhar para outras partes do mundo e no caso português já chegou a Lisboa, cidade que tem projetados bastantes kilómetros de pistas para ciclistas nas artérias principais e um clima perfeito para este transporte.

Provavelmente nunca pensaste seriamente no que podes poupar em tempo, dinheiro e exercício se começasses agora a ir para a Universidade de bicicleta mas pode ser altura de acompanhar a tendência.

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